quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Olavo Bilac

Olavo Bilac
(1865-1918)

Olavo Bilac, famoso poeta brasileiro e figura significativa na vida pública do país. Fez carreira ilustre na literatura e na política, foi orador eloqüente e defendeu importantes causas sociais. Nasceu no Rio de Janeiro no dia 16 de dezembro de 1865. Estudou medicina, profissão que abandonou pelo direito, que, por sua vez, trocou pela literatura.
Sua primeira coleção de versos, Poesias (1888), assegurou-lhe a fama. Apesar de ter apenas 23 anos quando o livro foi publicado, seus poemas já mostravam as características que marcariam suas obras mais maduras: o requinte formal acompanhado de grande sensualidade. Foi uma das figuras básicas do parnasianismo brasileiro, que pregava a objetividade, a contenção das emoções e a impessoalidade frente a qualquer tema.
Os 35 sonetos de Via Láctea resumem sua obra lírica, cantando o tema que mais o entusiasmava: o amor sensual. Conseguiu neles alguns de seus melhores e mais conhecidos versos, como "Ora (direis) ouvir estrelas!". Em obras posteriores desenvolveu temas históricos e filosóficos. O caçador de esmeraldas é um poema épico sobre os bandeirantes. Tarde (1919), publicação póstuma, é mais reflexiva e nostálgica.
Bilac foi um homem de letras ativo, escreveu artigos jornalísticos, ensaios de crítica literária, fez conferências e colaborou com outros escritores. Publicou um tratado de métrica e histórias patrióticas para as escolas. Fez campanha pelo serviço militar obrigatório, como forma de combater o analfabetismo e representou o Brasil no Congresso Pan-americano de Buenos Aires de 1910. Chamado "o príncipe dos poetas brasileiros", foi muito lido e teve enorme prestígio em sua época. Sua reputação declinou durante o período modernista. Morreu no dia 28 de dezembro de 1918, no Rio de Janeiro.


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